Ex-professor da UVA vira cidadão paulistense
20 de dezembro

Ex-professor da UVA vira cidadão paulistense

Geral

O ex-professor da Universidade UVA Carlos Augusto Carvalho de Vasconcelos recebeu nesta quarta-feira (18/12) o Título de Cidadão Paulistense, concedido pela Câmara de Vereadores de Paulista, município da Região Metropolitana do Recife. Parabéns professor! 👏👏👏

Confira, abaixo, o discurso feito pelo professor Carlos Augusto:

Exmo. Sr. Presidente da Casa de “Torres Galvão”, Exmos. Srs.
Vereadores da Câmara Municipal de Paulista/PE, em particular o exímio
Vereador Alemão César proponente do Título de Cidadão paulistense a
mim outorgado com alegria, satisfação e muita sensibilidade posta à
prova, nesse momento em que as emoções falam mais alto do que a razão.
Diletos Amigos, Familiares, Alunos, Ex-alunos, Minhas Senhoras,
Senhoritas e Meus Senhores.

Não posso deixar de resgatar/lembrar os aspectos básicos históricos,
geográfico-populacional e afetivo desse lugar símbolo da força do trabalho
e elevada ascensão. Município de Paulista “Cidade das Chaminés”, “Capital
dos Eucaliptos”, “Namorada do Sol”. Lema: Ordem e Trabalho. Gentílico:
paulistense. Em população Paulista é o sexto município pernambucano,
com cerca de 332 mil pessoas, segundo a última estimativa para 2019 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás apenas
do Recife, Jaboatão do Guararapes, Olinda, Caruaru e Petrolina. Ela está
localizada no litoral norte pernambucano, sendo pertencente à Mesorregião Metropolitana do Recife e à Microrregião do Recife, distante 18 quilômetros da capital. A temperatura anual é cerca de 26,0 °C, sua vegetação nativa e predominante é a mata atlântica, e algumas áreas de
restinga. Em 2010, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi
estipulado em 0,732, sendo considerado médio e acima do valor estadual,
tendo o quarto maior índice entre os municípios do estado.

O início da ocupação das terras do atual município se deu em 1535,
na época em que Paulista ainda era parte do município de Olinda. Neste ano, o donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, doou ao seu
cunhado, Jerônimo de Albuquerque, as terras de Paratibe como reconhecimento aos trabalhos prestados por ele à então colônia. Por volta
de 1550, Jerônimo doa as terras ao português Gonçalves Mendes Leitão,
que casara com sua filha. Mais tarde, lá se estabeleceram um engenho
d’água com o nome Paratibe, uma capela dedicada a Santo Antônio e um
sobrado, tendo a partir daí o início do povoado.

Cinco anos após essas transformações, é fundado a freguesia. O auge do seu crescimento ocorreu em 1902, após a chegada e instalação da indústria de tecidos pela família Lundgren, de origem sueca que se estabeleceu na idade trazendo grande avanço local. Um fato histórico: Um fato marcante na história de Paulista ocorreu em 20 de maio de 1817, quando o padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, integrante da Revolução Pernambucana, suicidou-se ao ver a causa perdida. Seu cadáver, sepultado na capela do Engenho Paulista, foi desenterrado e mutilado; a cabeça, do tronco, foi levada para a capital do estado e colocada no pelourinho por ordem do almirante Rodrigo Lobo, comandante da esquadra enviada da Bahia pelo conde dos Arcos, para reprimir o levante.

A cidade de Paulista foi distrito de Olinda até o ano de 1935, quando se emancipou, e em dias atuais, o município de Paulista se destaca por ser um pólo diversificado de prestação de serviços, indústria têxtil e química, sendo a sede do grupo Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte. Na educação, o município possui algumas importantes instituições de ensino
superior, entre elas a Faculdade Joaquim Nabuco e a Faculdade de Saúde
de Paulista, além de instituições de ensino técnico, como o Escola Técnica
Senai e o SENAC. Com 14 km de faixa litorânea que vai do Janga ao Pontal de Maria Farinha, uma grande área de reserva florestal, as praias e o turismo ecológico são grandes movimentadores de entretenimentos, como o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, localizados na praia de Maria Farinha.

Desde minha chegada em terras pernambucanas para fins educativos
em meados dos anos 90, oriundo do Estado do Piauí, sempre busquei dentro do espírito altivo patriótico respeitar os princípios que norteiam a
vida, as amizades e o progresso humano. Eu, recém aluno ingresso na Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, fiz grandes amizades, e entre
elas, um colega de classe, hoje compadre, Wellington Gither, o ano era 1991, no mês de fevereiro, quando dias antes a convite fui realizar uma
visita familiar em Jardim Paulista Alto, não sabia do endereço e não
conhecia nada ali, levei até um outro amigo. Marcamos então de nos
encontrar no centro da cidade, em frente à Igreja Matriz de Santa Isabel,
fato este surpreso/vislumbrado, tendo ficado marcado em minha memória
para sempre a bela imagem da edificação.

A padroeira da cidade é Nossa Senhora dos Prazeres. Visita essa que era para um dia, acabamos ficando três dias e quase não voltamos, a partir daí foram muitas idas e vindas, pelas ladeiras do “Frio”, pelo “Quente”, por Mirueira, pela BR-101 norte, pela Estrada do Pica-Pau, Estrada de Mané Pá no Janga, a caminho das praias, foram vários bons momentos e encontros na praia de Pau Amarelo, entre vários outros momentos e muitas histórias, nos demais bairros de Paratibe, Aurora, Arthur Lundgren I e II, Conceição, Nossa Senhora do Ó, Maria Farinha, Nobre, Vila Torres Galvão, Engenho Maranguape, Maranguape I e II, e as demais localidades, todas estão no meu coração como símbolo de humildade, trabalho e merecimento. Todo meu respeito, alegria e gratidão.

Sou muito grato, ao Vereador Cesar Junior Marques de Lira (Alemão César – PSDB), pela proposição do Projeto que culminou com a concessão do honroso título que hora recebo agora. Grande amigo de muito tempo, desde a época do saudoso Sr. Gither, In memoriam, e toda família Gither, que não é pequena, fatos esses que ligam-me ao competente vereador numa nobre amizade. Os meus mais elevados protestos de estima, admiração e agradecimento de minha parte e toda minha família.
Na cidade de Paulista plantei sonhos, constitui amizades, conheci uma família indivisível, simples e feliz, ponto fundamental de apoio à vida, nesta cidade tenho três afilhados, tive e tenho ainda a chance de participar
de grandes momentos felizes em família, base de tudo, sempre com espírito
benevolente, pude plantar sonhos de muitos jovens, incluindo meus alunos
e ex-alunos (UVA/PE e UFPE), motivo primordial da concessão desse título, essa honraria compartilho com todos vocês.

Pude acompanhar no município importantes obras e seu desenvolvimento nos últimos anos para melhorar ainda mais a qualidade de vida da população, em particular de Jardim Paulista Baixo e Jardim Paulista Alto, bem como as demais localidades circunjacentes já citadas. Vale lembrar o período carnavalesco, com o desfile do Bloco Carnavalesco “Bacalhau na Vara” de Paratibe, como um grandes dos eventos festivos do município, entre outros, projetos artístico-culturais e religiosos. Desta cidade recolho com honra e méritos os “louros” que me permitem sustentar a força vital de vida e cidadania plena para continuarmos as lutas em defesa do bem, do trabalho e da família, com fé em Deus e na força do Trabalho. As lutas são contínuas guerreiros, desistir jamais, os maiores presentes são a vida e a esperança em dias melhores. A cidade de Paulista sempre darei o meu apoio e a minha dedicação, e com muito orgulho afirmo:

“SOU CIDADÃO PAULISTENSE!”.
Muito obrigado.